24.1.07

Novidades da Semana - 20/Jan

LANÇAMENTOS FUTUROS
Dois lançamentos foram anunciados que vale comentar - um deles é o Graal de muita gente que começou a jogar wargames recentemente, o Hannibal: Rome vs Carthage. Um dos melhores card driven wargames já lançados, ocupa o 16o lugar no ranking do BGG e está fora de catálogo desde 1998. Com todos esses atributos o jogo tem atualmente um valor de mercado próximo dos 200 dólares, mas que deve cair com a divulgação de reimpressão pelos Canadenses da Valley Games.


O outro não é um lançamento em si - mas uma ótima notícia pra quem gosta dos jogos da falida
Eagle Games. Passando por pendengas judiciais nos EUA, o dono da empresa conseguiu passar os direitos dos seus futuros jogos para publicação na Europa. A ProLudo (do Keythedral e Ave Caesar) já promteu uma reedição melhorada do Sid Meier's Civilization e lançar o tão esperado Age of Empires III ainda esse ano (quem jogou disse que é a melhor criação do Glenn Dover).
Quem sabe o Sid Meiers' Pirates! também entre na lista?
TIDE OF IRON - PROPAGANDA EM VÍDEO

O próximo lançamento em 'caixa gigante' da Fanatsy Flight é chamado Tide of Iron, um jogo de 2a guerra mundial que à primeira vista pode parecer similar ao Memior '44 , mas em termos de mecânica fica mais próximo ainda de jogos mais pesados e estratégicos. Num formato similar à um daqueles documentários do History Channel, o Christian Petersen e o staff da FFG apresentam o jogo e as mecânicas utilizadas.
http://www.fantasyflightgames.com/tideofiron_downloads.html


FREEDEMANN FRIESE - A ORIGEM DOS MEUS JOGOS

O autor alemão Friedemann Friese (de jogos como Power Grid e Funny Friends ) publicou recentemente uma Geeklist explicando a origem dos seus jogos:
http://www.boardgamegeek.com/geeklist/19015

O Marcel-André Cassola (
Meuterer, Verräter, Attika) já havia feito uma similar no passado:
http://www.boardgamegeek.com/geeklist/888


e a minha favorita de todos os tempos, com o Alan Moon contando seus anos na Avalon Hill através dos jogos, o começo da sua carreira como autor e a 'cena' da época:
http://www.boardgamegeek.com/geeklist/11076

leitura imperdível!


DEVIR ESPANHA - GANHA JUEGO DEL ANO ESPANHOL

Enquanto a Devir nacional e de Portugal se mantém morna com lançamentos, a filial espanhola da companhia concorreu ao prêmio Juego del Ano espanhol com dois jogos: o Pingüinos & Cia (Hey! That's My Fish) e o Exploradores (Lost Cities) - sendo que esse último ganhou o prêmio de melhor de 2006.
Os outros concorrentes: Tombocktou, Buccaneer, Ca$h & Gun$, Ágora Barcelona e Dancing Eggs.
http://www.premiojda.es/

Outra curiosidade é que o Catan espanhol teve até anúncio na televisão (!!!):

http://www.devir.es/producto/tablero/catan/docs/anuncio_catan.wmv


MIKE DOYLE: UMA LINHA DE JOGOS COM VISUAL DIFERENCIADO?
Que tal uma linha de jogos super parecida com livros antigos? É o que os holandeses da Quined Games estão fazendo.
Vale conferir diretamente do site do artista Mike Doyle:

27.10.06

Eggert Spiel

Sou um cara sortudo. No começo desse ano foi a segunda vez que participei de um evento muito legal. Cerca de 300 fanáticos se enfiam em um hotel e jogam por dez dias seguidos, vem gente de todas as partes dos Estados Unidos e Europa, cada um trazendo seus jogos favoritos e novidades, quase todos usando o tempo de férias para o que mais gostam - jogar, jogar, conversar e jogar mais um pouquinho.

Aí dessa vez esbarrei em um senhor que representa muito pra mim, tanto em termos de qualidade de jogos que ele produziu quanto em inspiração pra criações e iniciativas com a SpielBrasil. O nome dele é Peter Eggert, dono da Eggert Spiele.

Diferente dos autores-industriais que produzem 'sucessos certeiros' em série e sugam até a ultima gota em expansões, ele faz aquel perfil de autor-artesão, bem craftsman mesmo - tipo aquele senhor aqui no fim da rua que é alfaiate faz trinta anos e atende na garagem de casa ou num escritóriozinho escondido num prédio do centro. Convsersando com ele deu pra ver como as nossas idéias batiam (e eu já era fã antes disso), como é legal fazer uma produção pequena e descompromissada, poder ousar e expandir um pouco mais esse universo do tabuleiro.

Comecei a dar valor à Eggert Spiel uns anos atrás, quando caiu no meu colo um jogo meio obscuro e ignorado - o Global Powers. É a definição perfeita de uma gema ainda a ser polida, uma mecânica e dinâmica de jogo genial. Aí logo em seguida joguei outro da mesma empresa: o Neuland. Também excelente. E ambos tiveram somente quinhentas cópias produzidas (as maiores até aquela data, a tiragem média antes disso era 250). E só. Bola pra frente, vamos criar mais.

Até dois anos atrás, o seu maior sucesso de vendas era um de futebol que usa somente dois dados e é pura sorte. Estratégia zero. Média 5.5 no BGG. Irônico isso. "É só pra diversão mesmo, o pessoal compra ele pra jogar no trem indo pros jogos de futebol", foi a resposta quando eu pedi pra ele me ensinar esse joguinho.

Mas as coisas mudaram quando em Essen 2005 os caras lançaram um jogo de guerra chamado Anitke. Resolveram ousar um pouco mais e fizeram mil cópias, que esgotaram ainda na feira. Todo mundo pedindo, e a primeira edição saiu com uns errinhos. Porquê não fazer mais mil? Essa foi a segunda tiragem. A terceira, encomendada pelo Rio Grande é de dez mil. Mais do que todos os outros 13 jogos somados, produzidos nos 10 anos de história de empresa.

Em 2006 os seus dois últimos lançamentos vieram com uma grande expectativa, e não desapontaram - Imperial e Space Dealer. Dois jogos completamente diferentes em mecânicas, mas com o mesmo espírito inovador. Um deles mostra que dá pra ser enxuto e fazer um jogo de guerra básico, com toques de stock holding - o outro adiciona uma dimensão nova a jogabilidade: o tempo. De forma similar que o abstrato Tamsk, é o tempo real que dita o que precisa ser feito em que ordem.

Longa vida à Eggert Spiel e que venham as novidades!

(ps. só pra ficar claro - enquanto o Global Powers é de sua autoria, ele só trabalhou no desenvolvimento dos outros jogos citados, de autores distintos)

16.10.06

Pós feriado

Só pra atualizar os curiosos...

Infelizmente não conseguimos coordenar o encontro de todos os possuidores do Die Macher, então acabamos fazendo invés um Dia do Jogo Mosntro. Indonesia e Die Macher foram os pratos principais. Coloquei umas fotos no flikr:
http://www.flickr.com/photos/fabiotola/

11.10.06

Die Macher Day

É semana de feriado e muitos amigos acabaram ficando na cidade - então vamos aproveitar pra jogar. Não só jogar, mas jogar todos os dias! Digo quase pois em um deles teremos uma sessão coletiva pra pintar miniaturas (que posteriormente serão usadas pra jogar Necromunda e Blood Bowl). E outro dia será um Die Macher Day, aonde a proposta é montar algumas mesas simultâneas e ensinar esse fantástico jogo.

Sobrou tempo de ler novamente as regras e me preparar pra ensinar algo que além de não ser nem um pouco trivial eu não ponho na mesa fazem uns 3 anos. Usei as regras re-formatadas que o pessoal da Valley Games disponibilizou online pra sua reedição. Não vi grandes melhoras em relação ao manual antigo e perdeu-se uma grande oportunidade ali, mas o que notei e me levou a escrever aqui foi o seguinte: puxa, Die Macher realmente não é aquele monstro dificil em regras pra se explicar e como ele me parece tão mais simples agora.

Minha primeira partida desse jogo foi em 2002 e ele impressionou muito - tanto em qualidade quanto em complexidade, mesmo pra um grupo mais veterano como o nosso já acostumados a jogar alguns calibres mais grossos da Avalon Hill. Assustou sim pois aquilo vinha na mesma caixinha, com os cubinhos básicos que os outros jogos alemães, mas com uma quantidade de conceitos pra se aprender e um tempo de jogo incrivelmente maiores, que daria trabalho demais pra se ensinar cada vez que alguém novo aparecesse.

Acabamos jogando com muito mais frequência os nossos clássicos da época - Tikal, El Grande e Elfenland por exemplo. E quando a vontade era de alguma coisa mais pesada, o Age of Renaissance era opção mais frequente.

De lá pra cá só joguei mais uma ou duas partidas do Die Macher, mas uma coisa mudou - ele não é mais esse bicho de sete cabeças que ficou memória de muitos. Mais longo do que os jogos de administração tão populares atualmente ele pode ser, mas não necessariamente mais complexo. Acho ele mutio mais trivial de ensinar do que o Age of Reinassance, por exemplo.

Logo vou ter a chance de ensinar e jogar com um pessoal que joga muito Caylus /Puerto Rico e tiro essa prova dos nove. E o que é jogo monstro então? O Revolution: the Dutch Revolt do Frank Tresham. Mas esse já é assunto pra um outro post.

E que venha o feriadão!!!!

4.10.06

Jogos do mês - Setemebro

Pra quem não sabe, eu gosto de fazer um resumão das coisas de joguei ao fim de cada mês, pra pensar de 'cabeça fria' novamente sobre aqueles jogos, mudar a nota se necessário e escrever um par de linhas sobre ele. Posto isso normalmente lá na BG-BR, mas ela pode ficar meio apagada frente aquele mundaréu de informação e muitos não assinam a lista. Então segue o texto na íntegra:

Um mês bastante animado: 41 partidas de 29 jogos diferentes, sem contar os protótipos. Chamem isso de vingança por não ter jogado quase nada na época da FPT.

Como ficou muito grande - ordenei eles por ordem de notas minhas no BGG. Segue então a lista:


Caylus - 1 partida
Já pode ser considerado clássico, e tomou no lugar no Puerto Rico no 'jogo básico' do gênero. Agora ao invés de ouvir com frequência o 'vamos jogar PR!!', virou 'vamos jogar Caylus!!'. Uma partida interessante e rápida em 3, aonde um jogador insistia em passar bem cedo e deixar os outros limitados com ações mais caras.
nota: 9.0

Indonesia - 1 partida
Puxa, como que queria entender um pouco de administração pra poder escrever mais tecnicamente sobre esse jogão de negócios, aonde vc compra companhias diversas e as expande na região da Indonésia. Tem um tanto de logística (mais óbvia e um pouco burocrática) e outro de avaliação de negócios (já que é possível vender e dar 'merges' e os acionistas recebem a bolada). Infelizmente os componentes deixam um bocado a desejar em praticidade.
nota: 9.0

Was Sticht? - 1 partida
Um dia o Karl-Heinz Schmiel acordou e disse "bah, bridge é muito chato, vou inventar um
jogo de vazas diferente". E saiu com esse jogão, aonde você precisa usar um tiquinho de engenharia reversa pra descobrir quais são os trunfos e ainda pode escolher com que cartas vai jogar!
nota: 9.0

Antike - 4 partidas
E aparentemente quatro partidas foram poucas, já que eu todo lugar que eu aparecia sempre tinha alguém perguntando "e aí, trouxe o antike, vamos jogar?". Matou a fome bélica de muitos.
nota: 8.6

Thurn and Taxis - 1 partida
Começando a ensinar o T&T por aqui - não é nada incrível e tem interação quase zero, mas ainda muito gostoso de se jogar.
nota: 8.5

Liberté - 1 partida
Depois da experiência agradável com 3 jogadores e ter feito propaganda na lista, tive chance de jogar novamente em 6. Melhor ainda em termos estratégicos, mesmo perdendo um pouco de controle. Boa parte do jogo vc tenta definir quem vai apoiar o seu partido, controlar esses resultados, e faz uma contabilidade chatinha pras parciais. Ótimas idéias mostram que Martin
Wallace é o cara! O mapa ruim já tem uma versão 'caseira' disponível no BGG (link).
nota: 8.5

Marracash - 1 partida
Dorra! Dorra! Antigão legal, já comentado nessa lista do mês pelo menos umas duas vezes.
nota: 8.5

Railroad Tycoon - 1 partida
Sempre reclamo que o Martin Wallace tinha idéias geniais mas produção falha, faltava uma mão melhor do que a Warfrog para desenvolver seus jogos. O Railroad Tycoon é simplificação/popularização de um dos meus favoritos, o Age of Steam, publicado pela Eagle Games. Exceto pelo tabuleiro gigantesco que quase arruina a jogabilidade, todo o resto está muito bem amarrado e agradou bastante.
nota: 8.5

Ticket to Ride - Märklin Edition - 1 partida
O melhor da série, mantem toda a jogabilidade do básico e ao mesmo tempo abre um leque novo de opções para pontuação no mapa mais assimétrico.
nota: 8.1

Die Sieben Siegel - 1 partida
O jogo do 'Steven Segal' já é clássico por aqui, um jogo de vazas com contrato simplificado e um 'papel' especial. E é Dorra, Dorra!!!
nota: 8.0

Drahtseilakt - 1 partida
Não é bem um jogo de vazas (o melhor termo seria vazas-simultâneas), mas é outro favorito entre os apreciadores de baralho. E eu me incluo aí. Lembra um Landunter melhorado.
nota: 8.0

Canal Mania - 1 partida
Esse é um que eu tinha altíssimas expectativas, mas acabou sendo 'só' um jogo bom com pitada de Age of Steam, mas mutio mais simples. Foi uma partida experimental em 3, e preciso de mais pra dar uma opinião definitiva.
nota: 8.0

Tower of Babel - 1 partida
Um bom Knizia, o jogo aonde 'todo mundo ganha algo', conforme já resenhei por aqui no passado.
nota: 8.0

Dr. Jekyll & Mr. Hyde - 1 partida
Jogo de vazas complicado - não nas regras, mas que depende muito da capacidade de pseudo-comunicação e dedução dos parceiros. Sem isso, ele cai bem estranho, e acaba sendo muito trabalho pra jogar algo que seria quase um filler. E o fiasco da partida Pedro/Lu x Tola/Fura me traumatizou!
nota: 8.0

Shadows over Camelot - 1 partida
Uma partida atípica em 6, todo mundo meio cansado e confuso, uns experientes outros novatos, pessimistas e otimistas. Pra balancear uma outra partida excelente que tive com novatos umas semanas antes. Ah, e perdemos ambas. (o Girbin foi traidor na primeira, a Érica na segunda)
nota: 7.5

Tempus - 4 partidas
Enquanto as partidas começam bem legais - o jogo tem apresentado um último terço frustrante: kingmaking frequente, problemas pra se alcançar o líder e sempre o último a começar acaba num lugar zicado. Cada vez desencanto mais, ao mesmo tempo com que todo mundo que o experimentam pela primeira vez adoram e saem animadíssimos.
nota: 7.5

Reef Encounter - 1 partida
Esse é um que ainda não digeri direito, joga-se bem, tem tudo muito amarradinho, mas ainda não me agradou em termos de jogabilidade / opções do que fazer. Por exemplo - nos jogos do Spielbyweb ele é o meu menos favorito de fazer turno. Essa partida 'ao vivo', ensinando um pessoal, que reacendeu meu interesse pra jogar por lá no SbW.
nota: 7.5

Formula Dé - 1 partida
Clássico da fórmula um!! Não nas melhores condições, só pra matar saudades mesmo - uma partidinha em 2 jogadores, cada um do dois carros, no circuito da Alemanha, regras avancadíssimas...
nota: 7.5

Hey! That's My Fish! - 1 partida
Filler de 15 minutos, muito legal mas em 4 é cruel demais!
nota: 7.5

Il Principe - 1 partida
Salada mista usando mecânicas de monte de jogos diferentes. Um pouco de tudo, poderes, controle de área, administração de cartas. Foi legal, mas não impressionou, talvez por ter sido com só 3 pessoas.
nota: 7.0

Circus Flohcati - 3 partidas
O jogo das pulgas do Knizia. Outro filler favorito do pessoal.
nota: 7.0

Marco Polo Expedition -1 partida
De vez em quando é legal desenterrar um joguinho que não vê mesa faz tempo, nesse caso é a corrida que camelos, num jogo de cartas que abusa na produção, com tabuleiro e caixa maiores do que deviam.
nota: 7.0

Magna Grecia - 1 partida
O que esperar quando o Colovini e Schacht fazem um jogo juntos? Ambos são experts em abstração, e esse não poderia ser diferente. É um La Strada grandão e complicado, que aparentemente ampliou os problemas deste.
nota: 7.0

Tichu -1 partida
Pre ensinar uns novatos, engraçado ver gente que joga vazas com baralho comum (tipo Napoleão, Bridge) descobrindo o mundo do Tichúúúú.
nota: 7.0

Waldmeister - 1 partida
Um dos primeiros jogos criados pelo Seyfarth, com um tema bastante interessante (administrando reservas ecologicamente sustentáveis, plantando mudas, atraíndo a fauna, combatendo a poluição e ganhando lucro com isso). É visualmene parecido com o PR, mas só isso. Não ter cartas em inglês incomodou muito.
nota: 6.5

Funny Friends: 2 partidas
Outro que está 'sob obsevação'. Ele é conceitualmente fantástico, mas sofre um pouco na prática. Minha partida em três foi ótima, mas com 6 ele arrastou muito. Mas ambas foram hilárias. E leiam a FAQ antes de jogar!!!
nota: 6.5

Leilão de Imóveis - 1 partidas
Minha primeira vez jogando esse 'remake', é bem a cara dos jogos do Alex Randolph e dá pra sentir a idade do jogo. Mesmo sendo um pouco cruel demais, ainda está de bom tamanho pra prateleira das lojas de brinquedos nacionais. E na nossa ganhou o único que não estava 'falido'!!!
nota: 6.5

Elasund: The First City of Catan - 1 partida
Ainda não convenceu :-(
nota: 6.5

Oasis - 1 partida
Essa saiu depois de uma discórida entre eu e Lu, se o jogo era bom ou não. Como juízes tivemos o Flávio Fura e Rivaben, tentando conferir se ele tem mesmo uma mecânica interessante mas quebrada.
nota: 6.5

Hispaniola -1 partida
Um jogo de vazas do Schatch, com uma proposta curiosa: cada vaza feita permite que você coloque um pirata na ilha daquela cor. Aí pontuam-se as ilhas. Varia um pouco pois as últimas vazas feitas vales mais, já que vc 'empurra' os piratas de quem fez vaza antes pra fora da ilha, deixando os caras náufragos e dando prejuizo pro seu dono.
nota: 6.0

ufa...

2.10.06

Leonardo da Vinci (Jogos de Essen parte 1 - os óbvios)

Tema:
Jogadores fazem o papel de inventores na Itália renascentista, e quem fizer as criações mais importantes será coroado pelo próprio Maestro Leonardo.

Resumão:
Leonardo da Vinci é um jogo de administração aonde cada jogador controla um ou mais laboratórios e ali tem suas invenções desenvolvidas, com uma série de assistentes que ele irá enviar para a cidade em busca dos componentes necessários, recrutar mais trabalhadores e melhorias para seus laboratórios.
Cada invenção dá dinheiro e pontos de virória, e ao final de dez turnos o jogador mais influnete é 'coroado'
As regras em inglês podem ser conferidas aqui (ainda na versão de protótipo).

Porquê vale conferir:
Todo mundo que já jogou faz referência óbvia a dois sucessos: Caylus e Princes of Florence, motivo suficente pra alimentar a horda que procura pelo 'próximo Puerto Rico' e vão passar os próximos meses debatendo, comparando e inflacionando notas no BGG.
Interessante também é ver o foco da criação de gamer's games indo para outros países da Alemanha, ocupando a lacuna deixada pelos publishers de lá. Caylus vem de empresa pequena francesa, e o Leonardo vem da italiana DaVinci games. Todos jogos criados por uma geração que se impressionou com o Puerto Rico e Princes, e aposta suas fichas nesse nicho.

26.9.06

A única cidade alemã que importa: Essen!!!!

Na verdade tem Nuremberg também :-) Mas todo mês de setembro e outubro não dá pra evitar esse assunto se você falar sobre jogos de tabuleiro: a feira de Essen e os lançamenos que estão por vir.

É nessa época que eu mantenho meu tradutor do goggle ativo, já que vou ver montes de material em alemão, outros em italiano, francês, japonês e surpreendemente esse ano Tcheco! São textos completamente vagos sobre o tema do jogo, fotos minúsculas aonde a gente tenta desvendar mais sobre como funciona de que jeito, tudo pura pornografia pra gamer.

O melhor ainda é que nossa imaginação trabalha a mil - usando essas informações incompletas, trabalhamos dobrado pra preencher as lacunas da forma que mais nos convém. E obviamente isso só deixa aquele joguinho ainda mais desejado, já que o autor é bom, o tema agradável e aquelas duas ou três pecinhas parecem que vão te entregar tudo o que você sempre procurou - negociações, votações, influência, combate com muita estratégia que funcione bem de 2 à 8 jogadores e não leve mais do qe duas horas pra terminar.

Toda essa masturbação mental obviamente não acaba bem depois que os fanáticos colocam suas ávidas mãos nos jogos e destrincham cada detalhe, já esbravejando que esse está desbalanceado, aquele quebrado mas o outro é o próximo Puerto Rico. Perde-se o encanto e quase sempre minha wish list de 20 ou 30 jogos acaba se reduzindo a meia dúzia.

Mas não me deixo abalar pela frustração... Muitas dessas resenhas resmungonas são justamente de quem tinha altas expectativas e todo jogo merece ser experimentado, por pior que falem dele. Afinal, tem tanta coisa que eu gosto e muita gente acha horrível.

E aquelas idéias de como o jogo X deveria funcionar, eu anoto no meu caderninho. Quem sabe eu mesmo não faço um jogo desse jeitinho que imaginei?

Então os próximos posts vão apresentar os jogos de Essen que vale a pena citar na minha opinião, e os motivos... Aguardem!

25.9.06

Jogos Modulares

Quantos jogos de cartas existem que usam somente um deck de 10 cartas em 5 naipes diferentes? (só olhando aqui na minha coleção vejo 7 com essa característica)
É facil de perceber que muitos dos jogos modernos acabam usando componentes semelhantes se a gente suprimir o tema.

Então a proposta desse primeiro post é apresentar alguns exemplos publicados que seguem o formato modular (aonde na caixa vem uma série de componentes e regras para vários jogos diferentes). Temos uma idéia 'open source' americana, um jogo antigo do Knizia publicado na Alemanha e uma novidade que vai ser lançada esse ano por Coreanos.

PiecePack

O Piecepack é criação de James Kyle, e você pode baixar todos os componentes e regras para um dos mais de 130 jogos que usam esse sistema lá no site deles. É um kit composto por 24 cartas, 24 tiles, dados e peões distribuído em 4 cores e simbolos diferentes; e usando esses elementos a comunidade cria jogos e temas diversos (no momento são +130 jogos, que usam um ou dois kits). Pra impulsionar ainda mais o processo de criação, existem campeonatos de design com premiação pros melhores jogos. Vale conferir - o site deles é: http://www.piecepack.org/.

A imagem à esquerda é de uma monatgem caseira em madeira, feita pelo maka no boardgamegeek.com.

Porém o sistema ainda não vingou entre a comunidade gamer, o jogo tem 50 pessoas dando notas e pouco mais de 100 indicando que o possuem segundo o boardgamegeek.

Os maiores problemas enfrentados pelo sistema são a irregularidade na qualidade dos jogos (pouqíssimos bons soterrados por uma infinidade de regras medíocres), a falta de marketing e de apelo que um "tema de verdade" traz ao jogo, mesmo se levarmos em consideração que muitos dos modernos mais famosos possuem um tema muito mal colado sob a estrutura abstrata.


New Games in Old Rome

Esse é o filé mignon da nossa série - em uma única caixa o Reiner Knizia conseguiu colocar 14 jogos completos. Obviamente todos são fillers, mas mesmo assim com qualidade suficiente pra inclusive serem re-publicados sozinhos com outro nome.

A caixa vem com 4 mini-tabuleiros dupla face, peões grandes e pequenos pra todos os jogadores, um deck de cartas e marcadores de dinheiro. Todos os jogos tem a Roma antiga como tema, dividida em períodos. São eles:

- The Wheel of History: posteriormente melhorado e re-lançado como o Tutanchamun
- Caesar: jogo de tile placing
- Seven Hills of Rome: um jogo de cartas pra 2, semelhante ao Schotten-Totten
- Mercator: jogo leve usando a mecânica básica de outro sucesso - o Medici
- Imperium: Joguinho de controle de área. Republicado na caixa Rome da GMT.
- Senator: uma versão do clássico Labirinth.
- Circus Maximus: corrida de bigas pra 2-5 jogadores! Republicado na caixa Rome.
- Consul: jogo de memória com uns elementos especiais
- Hannibal vs. Rome: um jogo de guerra pra 2, usando cartas pra movimentação e combate. Outro que foi republicado na caixa Rome.
- Praetorean: jogo de mercado, compras e vendas.
- Proconsul: pura negociação.
- Spartacus: jogo de vazas semelhante ao Ohio.
- Tribunal: mas negociação (eba!)
- Catline Conspiracy: um Detetive simplificado

Enquanto nenhum dessa série é sensacional, ela tem um valor agregado bem interessante (quanto vc pagaria por 14 fillers que podem ser jogados de 2 a 7 pessoas?) e mostra o potencial da idéia nas mãos de uma máquina de criar jogos que é o Reiner Knizia.


Brettform 640

A mais geniosa e esquisita das idéias não poderia vir de outro lugar que não fosse a Coréia. As informações são pouqíssimas, minha única fonte é o boardgamenews.com, e provavelmente depois da feira de Essen vamos ter mais informações e algumas fotos pra comentar. Reproduzo então o pouco que li:

A empresa e seu jogo básico tem o mesmo nome - Brettform 640. Nele você primeiro compra uma 'caixa incial' e em seguida pode comprar 'expansões', que vem com partes únicas pra se jogar algo específico.

Alguns exemplos das expansões já planejadas:

- Pueblo (isso, o mesmo jogo do Kramer!)
- Dudo (uma variação do Liar's Dice / Perudo / Bluff)
- Sudoku (como quebra-cabeça solitário)
- Orapa Mine (um jogo de dedução usando peças de Tangram)

A caixa básica vem com jogos tradicionais como xadrez, damas e gamão.

Já pensou se essa idéia pega!?

19.9.06

Klaus Teuber


Mais pra testar do que realmente um primeiro post, segue a biografia do Klaus Teuber, que escrevi recentemente lá na Ludopédia:

Criador de jogos alemão, nascido em 1956, teve mais de 70 jogos publicados nos últimos 20 anos, entre eles um dos maiores sucessos de venda dos tabuleiros modernos – o Settlers of Catan (conhecido em português como Desbravadores de Catan).

Mesmo sendo o autor mais conceituado no seu país durante o início dos anos 90, trabalhou como técnico dentário até a sua aposentadoria em 1999 (o mesmo negócio de seu pai) e é sócio de duas empresas de jogos: a TM Spiele (posteriormente comprada pela Kosmos) e a Catan GmbH (que cuida de produtos da marca Catan).

Suas criações tem como características principais serem jogos bastante acessíveis e voltados para o público família, e segundo o autor quase sempre nascem a partir de uma história que ele gostaria de contar ao seu público.

Seu primeiro jogo foi o Barbarossa, publicado quano o autor já tinha 36 anos e acabou ganhando o prêmio Spiel des Jahres de 1988 graças ao uso de ‘massinhade modelar’ de um modo inovador e mais estratégico do que os simples party games da época.

Obteve alguns outros grandes sucessos – como o Adel Verpflichtet, que ganhou o Spiel des Jahres e o DSP em 1990 (e foi um dos primeiros jogos alemães a seres trazidos aos EUA pela Avalon Hill), e o Drunter & Drüber que ganhou o SdJ do ano seguinte.

Mesmo após ter ganhado o SdJ em dois anos consecutivos, o seu jogo de maior sucesso ainda estava por vir e extrapolou todas as escalas e espectativas para o mercado. O jogo Settlers of Catan ganhou o SdJ de 1995 e impusionou o mercado de jogos alemães para outros países da europa e américa.

Em 1997 o autor assinou a exclusividade de criação com a editora Kosmos, lançando atualmente jogos relacionados à linha Catan como o Elasund (aonde os jogadores disputam influência ao contruir na primeira cidade da ilha) e o cenário histórico ‘Fight for Rome’.

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